A CASA CAIU! Empresa de Flávio Bolsonaro funcionava dentro do QG do 'Careca do INSS'

Uma revelação bombástica expõe o nível de proximidade e simbiose entre a família Bolsonaro e o maior esquema de corrupção contra aposentados da história do país. A Bravo Grafeno, empresa do candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL) que tem o ex-presidente Jair Bolsonaro como garoto-propaganda, funcionava exatamente na mesma sala comercial em Brasília que nada menos que 16 empresas de Antonio Carlos Camilo Antunes, o famigerado “Careca do INSS”.
Não se trata de mero acaso, mas de uma verdadeira atuação de ombro a ombro. Na prática, o pré-candidato do PL e o operador preso por saquear R$ 2 bilhões de mais de 4,3 milhões de velhinhos e pensionistas brasileiros compartilhavam a sala 2601 do Edifício Connect Towers, em Águas Claras (DF). O endereço abrigou inclusive a Prospect Consultoria Empresarial, firma de fachada por onde o "Careca" irrigou mais de R$ 200 milhões pilhados das associações de aposentados.
Como se a promiscuidade física do mesmo teto não bastasse, a teia de relações se aprofunda nos bastidores: o escritório de contabilidade que administra o local, a Voga Serviços Contábeis, pertence a Alexandre Caetano dos Reis — sócio do Careca do INSS em offshores no Caribe, também preso na Operação Sem Desconto. Alexandre é ninguém menos que o contador do próprio escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro. Para fechar o círculo de apadrinhamento, a irmã do contador preso, Letícia Caetano dos Reis, é a administradora do escritório de Flávio, alocada lá por indicação direta do advogado Willer Tomaz, amigo íntimo do senador.
A empresa de capacetes — fundada em junho de 2024 e que conta ainda com Carlos Bolsonaro no quadro societário e com o ex-assessor investigado no caso das "rachadinhas", Fernando Nascimento Pessoa — operava no mesmo "aquário" burocrático onde foram abertas, no mesmo dia, dezenas de firmas de fachada para lavar o dinheiro roubado do INSS.
Em uma checagem presencial, a reportagem flagrou que o ambiente funciona sob o mesmo guarda-chuva e que funcionários orientavam a buscar atendimento na mesma recepção. Confrontados, a defesa dos contadores e o senador preferiram o silêncio ou esquivas burocráticas, enquanto o rastro de documentos da Receita Federal e da Polícia Federal escancara: a família Bolsonaro e os operadores do rombo bilionário contra os aposentados dividiam o mesmo teto, o mesmo contador e a mesma rede de favorecimento em Brasília.
Com informações do Brasil de Fato
Fonte: PlantãoBrasil

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