Perfis estrangeiros são pagos para projetar favoritismo de Flávio Bolsonaro com base em apostas

Uma rede de perfis estrangeiros na rede social X (antigo Twitter) vem veiculando publicações pagas para projetar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Conteúdos marcados como "parceria paga" utilizam dados do site de apostas Polymarket para sustentar a narrativa de que o parlamentar seria o favorito na disputa e derrotaria a esquerda. A prática acendeu o alerta de juristas quanto à possível violação da Lei das Eleições, que proíbe o impulsionamento eleitoral por terceiros e o financiamento vindo do exterior.
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As postagens patrocinadas, concentradas majoritariamente em contas dos Estados Unidos de grande alcance, não identificam formalmente o contratante dos anúncios — exigência central da legislação brasileira para o impulsionamento digital. A movimentação coincide com o engajamento de figuras do ecossistema bolsonarista no Brasil e no exterior, como Eduardo Bolsonaro, que repercutiram os gráficos de apostas. A própria plataforma Polymarket, bloqueada pelo governo brasileiro por falta de regulamentação, possui fortes laços com a família Trump, tendo Donald Trump Jr. como investidor e membro do conselho consultivo.
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A veiculação de pesquisas baseadas em apostas como indicador de intenção de voto é vista por especialistas como uma tentativa de manipular o cenário eleitoral. Caso se comprove o uso de recursos financeiros externos ou a contratação irregular de publicidade, a prática pode acarretar sanções que variam de aplicação de multas à cassação de registro de candidatura ou diploma.
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Com informações do Metrópoles
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Fonte: PlantãoBrasil

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