Política

Victório Galli, ex-assessor de Bolsonaro, foi autor do projeto que buscava reduzir título de Nossa Senhora Aparecida

A recente polêmica envolvendo a tentativa de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título oficial de Padroeira do Brasil trouxe à tona os vínculos políticos do real autor da proposta com o bolsonarismo. Trata-se do ex-deputado federal e pastor evangélico Victório Galli, que integrou formalmente o governo de Jair Bolsonaro ao ser nomeado assessor especial da Presidência da República em fevereiro de 2019, atuando na articulação junto à Câmara dos Deputados sob a gestão de Onyx Lorenzoni na Casa Civil.
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A discussão ressurge após um erro de transmissão na imprensa associar o Projeto de Lei 2.623/2007 ao senador Flávio Bolsonaro (PL), hipótese desmentida pelo próprio parlamentar e retratada pelo veículo de comunicação. O texto original, contudo, foi formulado por Galli enquanto exercia mandato pelo então PMDB. O projeto de lei pretendia alterar a legislação de 1980 para restringir o papel da santa como "padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos", sob a justificativa de neutralidade religiosa do Estado Laico, sendo arquivado no ano seguinte.
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Atualmente filiado ao PP e postulante a uma vaga na Câmara dos Deputados por Mato Grosso, o pastor mantém alinhamento público e apoio à candidatura da extrema direita, inclusive participando de agendas de campanha ao lado do filho do ex-presidente. O episódio evidencia o uso de pautas ideológicas e religiosas na política, ao mesmo tempo em que esclarece a autoria de iniciativas que visavam alterar marcos históricos e culturais da fé do povo brasileiro.
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Com informações do Estado de Minas

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Fonte: PlantãoBrasil

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