Livro de 2017 de Flávio Bolsonaro defende ditadura, elogia Ustra e questiona urnas

Uma biografia sobre Jair Bolsonaro lançada em 2017 e escrita por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, reúne posicionamentos favoráveis à ditadura militar e críticas às instituições do país. Na obra, que percorre a trajetória do ex-presidente desde o nascimento até 2016, o parlamentar nega que a ofensiva de 1964 tenha representado um golpe de Estado, sustentando que o afastamento de João Goulart ocorreu com o respaldo do Congresso Nacional.
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Ao longo do livro, o senador defende a memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça por crimes de tortura durante o regime militar, classificando-o como um homem íntegro que cumpriu o papel de defender a pátria. Além disso, Flávio critica a atuação da Comissão Nacional da Verdade, definindo-a como uma iniciativa revanchista, e argumenta que a Lei da Anistia teria servido apenas a grupos de esquerda.
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A publicação também aborda outros episódios marcantes e pautas do debate político nacional. O autor sustenta que os policiais militares envolvidos no Massacre do Carandiru em 1992 agiram em legítima defesa e expressa desconfiança quanto à auditabilidade das urnas eletrônicas, defendendo o voto impresso como garantia de transparência. Em diversos trechos, Flávio busca afastar acusações de racismo e homofobia direcionadas ao pai, atribuindo as controvérsias a declarações fora de contexto e criticando a imprensa, mantendo posições que continuam alinhadas à sua atuação política.
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Com informações do Brasil247
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Fonte: PlantãoBrasil

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