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Em crise, Argentina de Milei abre cidadania para estrangeiros e gera reação no país

Em um gesto de desespero financeiro que escancara a derrocada da economia argentina sob o modelo ultraliberal, o governo de Javier Milei anunciou um programa para vender a cidadania do país a milionários e magnatas estrangeiros. A medida, apresentada em Paris pelo ministro da Economia Luis Caputo, concede o passaporte argentino a quem fizer um aporte não reembolsável de 350 mil dólares ao Tesouro ou aplicar 800 mil dólares em títulos públicos criados especialmente para essa finalidade. Para estender a benesse a cônjuges e filhos, o regime cobra taxas adicionais de até 100 mil dólares, transformando a soberania nacional em um balcão de negócios para a elite financeira internacional.
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A entrega da nacionalidade ocorre no rastro de outra medida devastadora tomada pela Justiça argentina, que liberou a compra irrestrita de terras por estrangeiros ao atropelar a histórica Lei de Terras de 2011. Com o fim do limite de propriedade rural em mãos estrangeiras, Milei abriu caminho para que bilionários comprem grandes extensões territoriais, sobretudo na cobiçada região da Patagônia, para a instalação de centros de dados e exploração de recursos. O arranjo atende diretamente a pedidos de empresários do setor de tecnologia colhidos pelo próprio governo durante reuniões com magnatas nos Estados Unidos.

A manobra gerou forte indignação no campo progressista e na oposição peronista, que já articula ofensivas no Congresso para derrubar o decreto e proibir a venda da nacionalidade. Parlamentares e juristas denunciam um abjeto tratamento diferenciado: enquanto investidores ricos compram o passaporte sem sequer ter residência prévia no país, imigrantes que vivem e trabalham na Argentina enfrentam barreiras burocráticas intransponíveis. Além da aberração social, especialistas alertam que a medida copia modelos de paraísos fiscais vulneráveis a esquemas de lavagem de dinheiro e recordam que a base legal do decreto já foi declarada nula pela Justiça.
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O plano de liquidação do patrimônio público surge em meio ao retumbante fracasso da política econômica do governo extremista na atração de investimentos produtivos reais. Sob a gestão Milei, o aporte de capital estrangeiro na Argentina desabou para míseros 3,1 bilhões de dólares no último ano, um valor irrisório quando comparado aos mais de 76 bilhões de dólares recebidos pelo Brasil no mesmo período. Sem credibilidade internacional e com os cofres esvaziados, o regime recorre ao leilão da própria pátria na tentativa de conter a ruína fiscal.
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Com informações da ALMA Plus Online

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Fonte: PlantãoBrasil

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