Escândalo das Emendas: Flávio Bolsonaro destina verbas públicas a ONG inexistente e entidade ligada a miliciano

Um levantamento detalhado sobre o destino das emendas parlamentares do senador Flávio Bolsonaro (PL) revelou o repasse de recursos públicos para empresas investigadas pela Polícia Federal por fraude em licitações, uma ONG classificada pela Receita Federal como “inexistente de fato” e um instituto intermediado por um miliciano condenado. As irregularidades envolvem verbas destinadas a projetos de saúde, segurança pública e esporte no estado do Rio de Janeiro.
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Na área de segurança pública, convênios abastecidos por emendas de Flávio Bolsonaro destinaram R$ 569 mil à Glágio do Brasil e R$ 1,1 milhão à Inbra-Tecnologia para o fornecimento de equipamentos de proteção à Polícia Militar do Rio de Janeiro. Ambas as fornecedoras foram alvos da Operação Perfídia da PF em 2023, sob suspeita de cartel e combinação de resultados em licitações. Já no município de Mesquita, R$ 666 mil foram pagos ao Instituto de Medicina e Projeto — entidade posteriormente declarada fantasma e investigada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) por fraude e por utilizar assinaturas de uma pessoa falecida em 2017.
Além disso, mensagens obtidas em investigações mostram que a liberação de R$ 200 mil em emendas de Flávio Bolsonaro para um projeto esportivo do Instituto José Carlos Procópio foi tratada diretamente com a assessoria do senador por Robson Calixto, o "Peixe", ex-assessor condenado por envolvimento no caso Marielle Franco. O parlamentar alegou que seu gabinete apenas indica os órgãos beneficiados e que a responsabilidade pela escolha e contratação das empresas cabe às administrações locais.
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Com informações da Revista Fórum
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Fonte: PlantãoBrasil

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