Política

Crime eleitoral e desumanidade: Médica Marcella Segato é demitida após orientar retenção de mães petistas em maternidade

A Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, demitiu definitivamente a médica ginecologista e obstetra Marcella Segato de Sousa Melo após a repercussão de mensagens em que ela orientava colegas de plantão a não dar alta a pacientes simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT) para impedí-las de votar. A conduta, classificada como potencial assédio e crime eleitoral, passou a ser investigada pela Procuradoria Regional Eleitoral em Goiás (PRE-GO) e pelo Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego).
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O caso ocorreu na véspera do primeiro turno das eleições, em 2 de outubro, quando a médica usou um grupo de mensagens do corpo clínico para pedir abertamente a retenção de internadas na ala de ginecologia e obstetrícia, sob a justificativa ideológica de evitar votos para a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aliados. Outros integrantes do grupo chegaram a apoiar a orientação com emojis e mensagens de incentivo. A médica acabou suspensa e, na sequência, teve seu contrato rescindido pela organização social terceirizada responsável pela gestão médica da unidade.

A PRE-GO instaurou procedimento para apurar a tentativa de cerceamento do direito de sufrágio e constrangimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Em nota oficial, Marcella Segato de Sousa Melo pediu desculpas públicas pelo tom das mensagens, mas alegou que as orientações de retenção política não foram executadas na prática e que as altas médicas seguiram critérios puramente clínicos.
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Com informações da Revista Fórum

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Fonte: PlantãoBrasil

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