Membros do TSE veem manobra de Nunes Marques para evitar derrotas de Flávio Bolsonaro

Uma sequência de manobras regimentais orquestrada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, deflagrou uma crise de indignação nos bastidores da Corte. O magistrado decidiu interromper de forma abrupta três julgamentos virtuais no exato momento em que a maioria dos ministros já havia formado placar de 5 a 1 favorável aos pedidos da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A tática garantiu a permanência no ar de publicações caluniosas disparadas pela candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seus apoiadores na reta final do segundo turno.
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As ações sob análise pedem a remoção urgente de conteúdos que usam de desinformação descarada para associar Lula a facções criminosas e manipular declarações do presidente fora de contexto. As liminares haviam sido negadas individualmente pelo relator André Mendonça sob o pretexto de "liberdade de expressão", mas estavam sendo acachapantemente derrubadas pelo plenário. Ao perceber a derrota iminente da chapa bolsonarista, Nunes Marques pediu destaque e manobrou para reiniciar do zero as votações em sessão presencial, atitude classificada por integrantes do próprio tribunal como um verdadeiro "gol de mão".
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Ao paralisar a conclusão dos processos sem fixar data para a apreciação presencial, a presidência do TSE assegura que vídeos difamatórios continuem circulando livremente nas redes sociais, beneficiando diretamente a campanha da extrema-direita. O episódio expõe o aparelhamento das instâncias do Judiciário para tentar blindar o candidato bolsonarista e frear as vitórias judiciais do campo progressista a poucos dias da eleição.
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Com informações do Brasil247
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Fonte: PlantãoBrasil

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