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NetLab da UFRJ descobre 1600 anúncios eleitorais pagos em dólar e expõe omissão da Meta nas eleições

Mais um escândalo envolvendo a omissão deliberada das plataformas digitais e o financiamento ilícito na campanha de 2026 foi escancarado pela ciência brasileira. Um relatório detalhado do NetLab, laboratório de estudos de internet e redes sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), identificou a veiculação de mil seiscentas e treze propagandas político-eleitorais pagas em moedas estrangeiras no Facebook e no Instagram. Os dados apontam que a Meta recebeu até dois milhões de reais para impulsionar os conteúdos proibidos pela legislação eleitoral.

O levantamento conduzido pelo centro de pesquisa revelou que o impulsionamento partiu de cento e oitenta e sete anunciantes, alcançando a marca alarmante de até cento e setenta e um milhões de impressões. O dólar estadunidense foi utilizado como moeda de pagamento em noventa e nove por cento das peças analisadas. Os registros indicam a concentração de anunciantes com origem nos Estados Unidos, além de páginas vinculadas a estruturas localizadas na Itália, México, Bangladesh e Colômbia, ferindo frontalmente as regras que proíbem o uso de recursos externos nas eleições do país.
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A diretora do NetLab da UFRJ, Rose Marie Santini, denunciou a conduta complacente da multinacional ao permitir que a propaganda ilegal permanecesse no ar por vários dias antes de qualquer intervenção. A pesquisadora ressaltou que a empresa de tecnologia lucrou com a venda desses impulsionamentos sem aplicar filtros preventivos eficientes, permitindo que conteúdos com financiamento vedado chegassem a milhões de eleitores brasileiros no momento decisivo da disputa política.

Os dados demonstraram que o foco da operação estrangeira concentrou-se na Região Sudeste, que respondeu por mais de sessenta por cento do alcance total do levantamento. Apenas o estado de São Paulo registrou setenta e dois milhões de visualizações das peças irregulares. Entre os pagadores identificados, destaca-se a empresa Corporativo Lam, sediada no exterior, responsável por concentrar noventa e sete por cento dos registros localizados pela equipe da universidade federal.
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A investigação do laboratório acadêmico descobriu também o funcionamento de uma rede coordenada composta por dezenas de páginas e sites espelhados criados em lote. Os portais publicavam matérias idênticas e apresentavam registros técnicos simultâneos em intervalos de menos de uma hora, acumulando gastos expressivos para inflar a distribuição de conteúdos direcionados ao processo eleitoral do país de forma clandestina.

As constatações da UFRJ reforçam a urgência do combate ao poder econômico ilegal e às manobras que buscam desestabilizar a soberania das urnas no Brasil. O relatório evidencia a fragilidade dos sistemas de moderação das big techs e demonstra como redes obscuras operadas a partir de outros países tentam interferir na escolha do eleitorado, ameaçando a lisura do pleito e a igualdade de condições entre as candidaturas.

Com informações do DCM

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Fonte: PlantaoBrasil

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