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Flávio Bolsonaro planeja ofensiva no debate da Band para tentar disfarçar dinheiro recebido de Vorcaro

Pressionado pela evolução do governo no segundo turno e envolto em suspeitas financeiras, o candidato da extrema direita Flávio Bolsonaro definiu uma linha de confronto agressiva para o debate da Band, agendado para este domingo (18). O confronto direto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador do PL colocará frente a frente os avanços sociais da atual gestão e o desespero do grupo bolsonarista na fase decisiva da eleição presidencial.
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A estratégia traçada pela campanha do senador prevê ataques direcionados ao Poder Judiciário, tentando vincular a imagem do presidente Lula aos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. O plano da extrema direita visa instrumentalizar a crise institucional provocada pelas revelações envolvendo o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para desviar o foco dos problemas reais do país e criar constrangimentos no tribunal.

No embate ao vivo, Flávio Bolsonaro tenta se antecipar às cobranças sobre as transações financeiras obscuras que financiam a propaganda do seu grupo político. O candidato planeja defender os repasses e o dinheiro solicitado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme "Dark Horse", que busca hagiografar o ex-presidente Jair Bolsonaro, sustentando a tese de que os aportes do sistema financeiro não envolveram ilegalidades.
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O comitê da candidatura de extrema direita tentará ainda rebater as denúncias sobre o risco de cortes em programas sociais e direitos trabalhistas em um eventual mandato do PL. Para conter o desgaste junto às camadas populares, a campanha do senador pretende classificar as alertas do presidente Lula como suposta desinformação, tentando neutralizar o impacto da defesa da classe trabalhadora promovida pelo campo progressista.

Os aliados do candidato da oposição preveem também a exploração de pautas morais e religiosas, incluindo controvérsias manipuladas sobre temas de fé para tentar confrontar o presidente Lula perante o eleitorado conservador. A manobra repete a tática do grupo de Jair Bolsonaro de utilizar a religiosidade popular como instrumento de disputa eleitoral para encobrir a falta de propostas para a economia e o desenvolvimento nacional.

O embate no estúdio da Band promete expor o contraste entre a postura do presidente Lula, focado em prestação de contas e garantias sociais, e os ataques do senador do PL contra as instituições republicanas. A poucos dias da votação, a tentativa de Flávio Bolsonaro de transformar o debate em uma arena de agressões confirma o desespero do bolsonarismo perante a reação do eleitorado nas ruas.

Com informações do DCM

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Fonte: PlantaoBrasil

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