Política

Reinaldo Azevedo aponta estratégia eleitoral em entrevista de Roberta Luchsinger

Colunista compara falas de Roberta Luchsinger à CNN com o histórico episódio de Miriam Cordeiro em 1989, destacando tentativa de interferência na disputa presidencial.

Foto: A lobista Roberta Luchsinger durante entrevista à CNN Brasil na noite deste sábado (17). Reprodução · Original e licença

Em coluna publicada no portal Metrópoles, o jornalista Reinaldo Azevedo traçou um paralelo entre a recente entrevista da lobista Roberta Luchsinger à CNN Brasil e o emblemático caso de Miriam Cordeiro, que marcou o horário eleitoral de 1989 em favor de Fernando Collor.

Azevedo avalia que as declarações de Luchsinger, feitas às vésperas do debate entre o presidente Lula e Flávio Bolsonaro na Band, carecem de provas objetivas. Segundo o colunista, a entrevistada faz insinuações sobre a relação de empresários com Lulinha, embora admita não ter conhecimento de qualquer irregularidade ou contrato ilícito.

O texto destaca que Luchsinger, ao sugerir que o presidente seria responsável por eventuais atentados contra ela, utiliza um discurso que remete a táticas de desestabilização política. Para o jornalista, a entrevista configura uma tentativa clara de interferir no pleito eleitoral.

Ao analisar a postura da lobista, Azevedo ironiza a afirmação de que ministros de Estado buscariam sua intermediação para acessar o presidente. O colunista conclui alertando para a fragilidade das acusações, observando que a entrevistada confunde o conceito de delação premiada com a simples difamação de adversários políticos.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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