Em ofensiva por novo mandato, Alcolumbre tenta rachar bancada do PL no Senado
Davi Alcolumbre articula sua permanência na presidência do Senado, negociando cargos e gabinetes enquanto enfrenta a candidatura de oposição lançada pelo PL de Rogério Marinho.

Foto: O presidente do Senado, Davi Alcolumbre – 7/8/25 Crédito: Edilson Rodrigues/Senado · Original e licença
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), intensificou as articulações para garantir sua permanência no comando da Casa. Em um movimento estratégico, Alcolumbre busca dividir a bancada do PL, que terá 29 integrantes na próxima legislatura, para neutralizar a candidatura do senador Rogério Marinho (RN), lançada pela direção da legenda.
Segundo apuração do G1, a estratégia de Alcolumbre envolve o uso de espaços de poder, como a distribuição de gabinetes valorizados e cargos na estrutura da presidência, para atrair novos parlamentares. O atual presidente já teria conversado com quase todos os senadores eleitos em outubro. Como gesto de aproximação, aliados indicam que o senador Eduardo Gomes (PL-TO) deve ser o relator do Orçamento de 2027, uma sinalização direta aos parlamentares da sigla que buscam influência.
A disputa ganhou contornos de confronto aberto na última quinta-feira (15), quando Alcolumbre e Marinho trocaram farpas no plenário. O embate ocorreu após o presidente do Senado retirar a PEC da Segurança da pauta, decisão que foi questionada pelo senador do PL. Alcolumbre manteve a postura, afirmando que a medida foi baseada na decisão da presidência, o que levou Marinho a declarar que seria necessário mudar o regimento da Casa.
Apesar da resistência do PL, Alcolumbre já conta com apoios importantes. Na última terça-feira (13), os líderes Eduardo Braga (MDB-AM) e Otto Alencar (PSD-BA) oficializaram o suporte à sua reeleição. Otto Alencar justificou o voto pelo trabalho e pela perseverança do atual presidente. Projeções de aliados apontam que Alcolumbre poderia reunir entre 44 e 49 votos, mantendo uma vantagem inicial na corrida pela sucessão.
Além das negociações imediatas, o cenário envolve o tabuleiro do Supremo Tribunal Federal (STF). Alcolumbre mantém a defesa da indicação de Rodrigo Pacheco, atual ministro do TCU, para uma vaga na Corte. A movimentação é vista como um trunfo político que pode ser utilizado tanto para consolidar apoios quanto para garantir influência no Judiciário, independentemente do resultado da disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
Fonte: Brasil 247

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