Reta final: Lula foca no fim da escala 6x1 enquanto Flávio Bolsonaro aposta em discurso de mudança
Análise das estratégias de rádio dos candidatos à Presidência mostra o contraste entre a defesa dos direitos trabalhistas e a exploração da insatisfação popular.

Foto: Lula e Flávio Bolsonaro Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Agência Senado · Original e licença
Na reta final do segundo turno das eleições de 2026, as campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) intensificaram estratégias distintas no rádio para conquistar o eleitorado. Segundo levantamento divulgado neste domingo (18) pelo G1, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o petista prioriza a pauta trabalhista, enquanto o candidato da extrema direita foca na narrativa de mudança.
A campanha de Lula colocou o fim da escala 6x1 no centro de sua comunicação, mencionando o tema em 15 inserções. A medida, promulgada na última sexta-feira (16), é apresentada como uma conquista para a qualidade de vida dos trabalhadores. O movimento busca marcar posição, especialmente após o histórico de idas e vindas de Flávio Bolsonaro sobre o tema no Senado, onde o parlamentar acabou votando a favor da proposta após resistência inicial.
Por outro lado, a estratégia de Flávio Bolsonaro é ancorada no slogan "O Brasil quer mudança". Com 29 menções à palavra "Brasil" em suas peças, o senador tenta capitalizar sobre a insatisfação popular com a economia, inflação e segurança pública. O material do PL também mantém ataques diretos ao atual governo, buscando converter o descontentamento em votos.
O cenário de polarização é confirmado por dados da pesquisa Quaest, divulgada em 14 de outubro. O levantamento aponta um empate técnico no sentimento do eleitorado: 43% dos entrevistados declaram medo da volta da família Bolsonaro ao poder, enquanto o mesmo percentual manifesta receio com uma eventual reeleição de Lula.
Com a votação marcada para o próximo dia 25 de outubro, as equipes buscam agora atrair os eleitores que não optaram por nenhum dos dois candidatos no primeiro turno, utilizando o confronto direto como ferramenta principal para definir o futuro do Palácio do Planalto.
Fonte: Brasil 247

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