Política · Justiça

Denúncia aponta uso da máquina pública por Ricardo Nunes em ato de Flávio Bolsonaro

A deputada Tabata Amaral acionou o Ministério Público Eleitoral após áudio revelar convocação de servidores comissionados para campanha de Flávio Bolsonaro.

Foto: - Ricardo Nunes - Foto: Marina Uezima/Brazil Photo Press/Folhapress · Original e licença

A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) protocolou uma representação no Ministério Público Eleitoral contra o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). A medida foi tomada após a divulgação, pelo ICL Notícias, de um áudio em que o gestor municipal convoca servidores comissionados para um ato de campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL).

A gravação teria sido feita no último sábado (17), durante um encontro em um imóvel nos Jardins que serviu como comitê eleitoral do governador Tarcísio de Freitas. Segundo o veículo, cerca de 300 pessoas, incluindo dirigentes de autarquias e representantes das pastas de Saúde, Educação e Habitação, estavam presentes. Funcionários relataram à reportagem que o comparecimento ao evento foi tratado como obrigatório.

No áudio, Nunes solicita que os presentes participem da manifestação na Avenida Paulista e atuem na divulgação da candidatura de Flávio Bolsonaro nas redes sociais, sugerindo a criação de listas de transmissão no WhatsApp. O prefeito reforçou seu apoio ao senador para o segundo turno, agendado para o dia 25 de outubro, e confirmou sua presença no ato ao lado de Tarcísio de Freitas e do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

Em suas redes sociais, Tabata Amaral classificou a conduta como possível crime eleitoral. A Justiça Eleitoral deve agora analisar se houve constrangimento ilegal e uso indevido da máquina pública na mobilização dos servidores.

Fonte: Revista Fórum

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