Política

Debate presidencial: Lula pressiona Flávio Bolsonaro sobre escala 6x1 e privatização do SUS

Durante debate, presidente Lula confrontou Flávio Bolsonaro sobre jornada de trabalho e gestão da saúde, enquanto o senador evitou respostas diretas e focou em ataques.

Foto: O presidente Lula (PT) e o candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Jean Carniel/Reuters · Original e licença

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra a parede durante o debate presidencial deste domingo (18). O chefe do Executivo questionou o adversário sobre a posição do PL em relação ao fim da escala 6x1, mas não obteve uma resposta clara. Em vez de esclarecer se o partido manteria a jornada de seis dias de trabalho, o candidato do PL limitou-se a acusar o presidente de disseminar "fake news".

O embate seguiu tenso com trocas de acusações sobre temas econômicos e denúncias. Lula questionou Flávio sobre o apoio ao modelo do presidente argentino Javier Milei e cobrou explicações sobre repasses de mais de R$ 130 milhões envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e a empresa Dark Horse. O senador, por sua vez, desviou dos questionamentos focando em ataques a familiares do presidente.

No bloco dedicado à saúde, o confronto se intensificou. Flávio Bolsonaro prometeu transformar o atendimento do SUS em um serviço de "padrão Einstein" por meio de tecnologia. Lula rebateu a proposta, questionando se o adversário pretendia privatizar o sistema público e relembrou a gestão da pandemia, atribuindo 716 mil mortes à "incompetência do governo" anterior.

Além das divergências sobre políticas públicas, o clima esquentou com trocas de ofensas pessoais. Após Lula chamar o adversário de "malandro carioca", o senador obteve direito de resposta. Flávio aproveitou o tempo para prometer a criação de um "Ministério da Prosperidade" e reforçar seu discurso de combate ao narcotráfico nas favelas.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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