Política

Proposta de Flávio Bolsonaro para o SUS ignora avanços tecnológicos já implementados pelo governo Lula

Durante debate na Band, candidato do PL apresentou como novidade um sistema de prontuário eletrônico que já é realidade no Sistema Único de Saúde.

Foto: - Flávio Bolsonaro (SILVIO AVILA / AFP) · Original e licença

Durante o debate realizado pela Band no último domingo (18), o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresentou como uma de suas propostas para a saúde a implementação de um prontuário eletrônico único vinculado ao CPF. No entanto, a medida ignora que o Sistema Único de Saúde (SUS) já opera com tecnologias de integração de dados clínicos e plataformas digitais consolidadas.

Atualmente, o Ministério da Saúde já disponibiliza o 'Meu SUS Digital', que permite aos cidadãos o acesso a registros de vacinação, resultados de exames e histórico de atendimentos. Além disso, o governo federal tem investido na modernização do e-SUS APS, que recebeu atualizações em julho de 2026 para aprimorar o acompanhamento de pacientes, incluindo a gestão de prescrições e alertas de alergias medicamentosas.

A viabilidade da proposta de Flávio Bolsonaro enfrenta questionamentos técnicos e orçamentários. Enquanto o candidato defende um corte de até R$ 250 bilhões em gastos públicos, especialistas apontam que a ampliação da interoperabilidade do sistema exige investimentos robustos na Atenção Primária à Saúde, setor que poderia ser severamente impactado por sua política econômica.

O arcabouço legal para a digitalização do SUS já está em vigor, amparado pelo Decreto nº 12.560, de julho de 2025, que regulamentou a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). A norma estabelece as diretrizes para o compartilhamento seguro de informações, consolidando uma infraestrutura que já conecta diversos municípios brasileiros.

Fonte: Revista Fórum

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