Richarlison denuncia perda de mansão e Edinho Silva pressiona Flávio Bolsonaro por explicações
O presidente do PT, Edinho Silva, cobrou esclarecimentos do candidato Flávio Bolsonaro após o jogador Richarlison relatar a perda de uma ilha em Angra dos Reis.

Foto: Edinho Silva, presidente do PT Crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil · Original e licença
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, subiu o tom contra o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) após o jogador Richarlison denunciar, por meio das redes sociais, uma disputa judicial envolvendo uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. O atleta afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões no imóvel e acusa o senador e seu sócio, o advogado Willer Tomaz, de terem obtido a posse da propriedade de forma irregular e célere.
Em entrevista realizada no comitê de campanha em Brasília, Edinho Silva questionou a conduta do adversário e a legitimidade da transação. "Como que alguém que rouba uma ilha pode querer ser presidente da República?", disparou o dirigente petista. O relato de Richarlison, publicado no último sábado (17), aponta que a posse foi transferida judicialmente em um prazo que o jogador considerou atípico, após ele ter recusado propostas de venda que teriam partido do próprio senador.
Além do caso imobiliário, Edinho aproveitou para criticar o histórico de Flávio Bolsonaro na segurança pública. O coordenador da campanha de Lula questionou o apoio do candidato a projetos que flexibilizam o rastreamento de munições, argumentando que tais medidas beneficiariam o crime organizado. O dirigente também relembrou votações passadas do senador, reforçando que o eleitorado precisa de transparência sobre as posições e o passado do candidato do PL antes do segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro.
As acusações feitas pelo presidente do PT e o relato do jogador trazem um novo elemento de tensão para a reta final da disputa eleitoral. Até o momento, a controvérsia sobre a posse do imóvel em Angra dos Reis depende de confrontação com registros judiciais e manifestações formais dos citados, que ainda não apresentaram esclarecimentos públicos sobre o caso.
Fonte: Brasil 247

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