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Debate na Band: Flávio Bolsonaro acumula 16 distorções e mentiras em confronto com Lula

Checagem aponta que senador utilizou dados falsos e imprecisos sobre segurança, economia e relações exteriores durante debate presidencial.

Foto: Flavio Bolsonaro - Flávio Bolsonaro (Mateus Bonomi / Anadolu via AFP) · Original e licença

O desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro debate presidencial do segundo turno, realizado no último domingo (18) na Band, foi marcado por uma série de informações falsas e imprecisas. Segundo levantamento do Ranking dos Políticos, que analisou 29 declarações do candidato, 16 apresentaram problemas graves de veracidade, sendo três classificadas como falsas e 13 como imprecisas.

Entre as falas desmentidas por dados oficiais, o senador insistiu na tese de que o Brasil vive um recorde de criminalidade sob a gestão de Lula. A afirmação colide frontalmente com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, que registrou a menor taxa de mortes violentas intencionais no país desde 2012. Flávio também negou a expansão do arsenal de CACs, ignorando que o número de armas registradas por esse grupo superou a marca de 1 milhão, além de quase 1 bilhão de munições comercializadas no período.

No campo das relações internacionais, o candidato tentou emplacar a narrativa de que o governo brasileiro teria sido omisso diante de tarifas impostas pelos Estados Unidos. A alegação foi refutada pela atuação diplomática do vice-presidente Geraldo Alckmin e do chanceler Mauro Vieira, que conduziram negociações diretas com autoridades norte-americanas. O senador também recorreu a distorções sobre o sistema prisional, ignorando que o limite de cumprimento de pena no Brasil é de 40 anos, e omitiu que as condenações anteriores contra o presidente Lula foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal em 2021.

Além do Ranking dos Políticos, agências de checagem como Aos Fatos e Lupa apontaram que o candidato utilizou acusações sem provas, incluindo ataques envolvendo o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República já negaram a existência de elementos que sustentem as alegações de pagamentos clandestinos ao Instituto Lula, reforçando o padrão de desinformação adotado pelo parlamentar durante o confronto.

Fonte: Revista Fórum

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