PF investiga elo entre Flávio Bolsonaro e esquema milionário de apostas
Senador é alvo de inquérito no STF que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz e o mercado de bets.

Foto: Flávio Bolsonaro Crédito: Adriano Machado/Reuters · Original e licença
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que disputa a Presidência da República, tornou-se alvo de uma nova investigação da Polícia Federal no Supremo Tribunal Federal (STF). A apuração, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, investiga possíveis crimes de lavagem de dinheiro ligados às relações do parlamentar com o advogado Willer Tomaz.
O foco da PF recai sobre a atuação de Tomaz no setor de apostas virtuais. Segundo as investigações, o advogado seria o controlador de fato da Rede Loto, empresa que obteve autorização para operar no Rio de Janeiro. Documentos apontam que a companhia pertence à offshore Cathedral Holdings, na qual Tomaz detém 24% das ações.
A relação entre o senador e o advogado é detalhada em relatórios policiais que mencionam o compartilhamento de documentos pessoais de Flávio no iCloud de Tomaz, além de registros de encontros e festas. A PF também identificou que a Cathedral e a Alzacar Holdings — outra empresa ligada ao advogado — custearam despesas de viagem do parlamentar, incluindo trechos aéreos entre França e Portugal em 2025.
Além dos vínculos societários, o inquérito apura movimentações financeiras suspeitas. Conforme apurado pela Folha de S.Paulo e pelo UOL, a PF investiga a hipótese de que Tomaz seja sócio oculto da casa de apostas Blaze. Em uma única conta do advogado, foram registrados fluxos de R$ 130 milhões entre março e maio de 2025, com repasses totais na plataforma que atingiram R$ 10 bilhões no mesmo ano.
O senador já havia sido associado anteriormente à Alzacar Holdings, tendo seu nome identificado como "usuário master" em uma conta bancária da empresa mantida no banco Santander.
Fonte: Brasil 247

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