BNDES libera R$ 250 milhões para transformar áreas degradadas da Amazônia em polos agroflorestais
Projeto da Belterra, apoiado pelo Fundo Clima, vai recuperar 4 mil hectares com sistemas agroflorestais e gerar quase mil empregos na região amazônica.

Foto: Crédito: Ilustração gerada por IA · Original e licença
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 250 milhões, via Fundo Clima, para que a empresa Belterra recupere 4 mil hectares de áreas degradadas na Amazônia. Com um investimento total de R$ 302 milhões, a iniciativa foca na implementação de sistemas agroflorestais, principalmente no Pará e em Mato Grosso, com conclusão prevista para 2031.
O projeto, conduzido pela Restaura Amazônia SPE S.A., prevê o plantio de 4,72 milhões de mudas de 25 espécies nativas, como açaí, castanheira e cacau. A estimativa é que a ação remova cerca de 337 mil toneladas de dióxido de carbono da atmosfera, além de impulsionar a economia local com a produção de mais de 12 mil toneladas de cacau por ano.
A operação integra o 'Arco da Restauração', estratégia do BNDES e do Ministério do Meio Ambiente para recuperar 6 milhões de hectares na Amazônia até 2030. Além do impacto ambiental, o projeto projeta a criação de cerca de 960 postos de trabalho diretos e indiretos após a conclusão, oferecendo suporte técnico e insumos a produtores rurais sem custo inicial para os parceiros.
Este é o segundo aporte do Fundo Clima para o Grupo Belterra, que já havia recebido R$ 100 milhões em 2025. O novo financiamento possui prazo de 15 anos, com cinco anos de carência, consolidando o compromisso do banco público com o desenvolvimento sustentável e a restauração de áreas historicamente desmatadas.
Fonte: Brasil 247

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