Brasil

"Meta, não se meta na nossa eleição!": movimentos sociais cercam sede da big tech em SP contra suposta sabotagem eleitoral

A ganância das multinacionais de tecnologia e a ingerência estrangeira no processo democrático brasileiro encontraram uma barreira firme e popular nas ruas do coração financeiro do país. Movimentos sociais de massa, como o MST, o Levante Popular da Juventude e a Frente Brasil Popular, uniram forças a entidades de direitos digitais e combate à desinformação — entre elas o Sleeping Giants Brasil, Artigo 19, CTRL+Z e Diracom — para promover uma histórica ocupação em frente à sede da Meta (dona do Instagram e WhatsApp), na Avenida Faria Lima, em São Paulo.

Sob o brado de guerra “Meta, não se meta na nossa eleição!”, os manifestantes denunciaram a criminosa manipulação algorítmica promovida pela big tech norte-americana, que vem impondo bloqueios, banimentos e restrições sistemáticas a perfis e publicações do campo progressista, enquanto canaliza alcance e tolera impunemente conteúdos manipulados favoráveis à candidatura de Flávio Bolsonaro. Durante o ato, as entidades entregaram uma notificação extrajudicial exigindo transparência imediata nas regras de moderação, fim da censura política e severas sanções contra o financiamento de anúncios antidemocráticos.

A mobilização na Faria Lima escancara que o povo brasileiro não aceitará ter a soberania nacional tripudiada por algoritmos de bilionários norte-americanos voltados a favorecer a extrema-direita. Ao exigir a apuração do Ministério Público Federal e punições rigorosas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra as corporações digitais, as forças populares reafirmam que a democracia se constrói no debate livre e na vontade soberana das urnas, derrotando as sabotagens e garantindo a verdade do povo em movimento.

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