Justiça encerra recuperação judicial da Americanas enquanto ex-executivos viram réus
Após quase quatro anos, a Justiça do Rio de Janeiro finaliza o processo de recuperação judicial da varejista, que agora enfrenta desdobramentos criminais.

Foto: Unidade da Americanas Crédito: REUTERS/Adriano Machado · Original e licença
A Justiça do Rio de Janeiro oficializou, nesta segunda-feira (19), o encerramento da recuperação judicial da Americanas. A decisão, proferida pela 4ª Vara Empresarial da Capital, reconhece que a varejista cumpriu as obrigações estabelecidas no plano de reestruturação financeira, iniciado após a revelação de uma fraude contábil de cerca de R$ 20 bilhões em janeiro de 2023.
Com o fim do processo, a empresa está autorizada a retirar a expressão “em Recuperação Judicial” de sua denominação social. Em comunicado ao mercado, a companhia afirmou que o foco agora é a continuidade das operações e o fortalecimento de seu modelo de negócio. A notícia foi bem recebida pelos investidores, com as ações (AMER3) fechando o pregão com alta de aproximadamente 7%, cotadas a R$ 5,97.
Embora a fase de reorganização financeira tenha sido concluída, a esfera criminal segue em ritmo acelerado. Na última quinta-feira (15), a 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro tornou réus 12 ex-executivos da empresa, incluindo o ex-presidente Miguel Gutierrez. O grupo responde por acusações como associação criminosa, falsidade ideológica e manipulação de mercado.
As investigações, que ganharam força com a Operação Disclosure da Polícia Federal, continuam em outras frentes. O Ministério Público Federal apura a possível participação de acionistas de referência e de instituições financeiras no esquema. A Americanas, por sua vez, sustenta que foi vítima de uma “fraude estruturada e de natureza dolosa” praticada por integrantes de sua antiga administração.
Fonte: Brasil 247

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