Política · Segurança

Sob pressão por mortes de civis, Tarcísio promete rever protocolos da PM em São Paulo

Após uma série de mortes de pessoas em surto por policiais militares, o governador Tarcísio de Freitas admite a necessidade de mudanças na atuação da corporação.

Foto: O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Jean Carniel/Reuters · Original e licença

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, admitiu recentemente a necessidade de revisar os procedimentos da Polícia Militar no estado. A declaração ocorre em um cenário de crescente preocupação após três mortes de civis que passavam por crises de saúde mental, todas registradas em outubro.

As ocorrências, que foram captadas por câmeras de segurança, vitimaram Antonio Nunes Batista, no dia 3 de outubro, na Vila Dionísia; Gustavo Munis de Santana, no dia 10 de outubro, em Moema; e Camila Pereira da Silva, no dia 15 de outubro, no bairro de Pirituba. Em todos os casos, as vítimas foram atingidas por disparos de policiais militares.

A gestão da segurança pública sob o governo Tarcísio tem sido alvo de críticas severas por parte de setores da sociedade civil e analistas políticos. O debate se intensifica sobre a eficácia dos treinamentos e a cultura institucional da PM paulista, especialmente no que diz respeito ao uso da força contra pessoas em situação de vulnerabilidade psicológica.

Embora o governo estadual sinalize agora uma revisão nos protocolos, a medida é vista com ceticismo por críticos, que apontam uma suposta diretriz de endurecimento nas ações policiais desde o início da atual gestão. A discussão sobre a necessidade de uma reforma estrutural na abordagem da corporação permanece no centro da agenda política do estado.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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