SUS em jogo: Lula aposta na rede pública enquanto Flávio Bolsonaro foca na iniciativa privada
Levantamento detalha as propostas divergentes de Lula e Flávio Bolsonaro para o futuro do Sistema Único de Saúde, que atende 75% da população brasileira.

Foto: Sistema Único de Saúde, Farmácia Popular e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Crédito: Divulgação | Ricardo Stuckert · Original e licença
O futuro do Sistema Único de Saúde (SUS) coloca em campos opostos as propostas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo levantamento do jornal O Globo, enquanto o atual governo foca na expansão da estrutura pública e de programas consolidados, a campanha do senador bolsonarista prioriza a contratação de serviços privados para suprir as demandas do sistema.
Para o atendimento de cerca de 75% da população que depende exclusivamente do SUS, as estratégias divergem significativamente:
Lula defende a continuidade e ampliação do programa Mais Médicos, o aumento do orçamento da Saúde acima do mínimo constitucional e a meta de instalar centros de tratamento de câncer em todos os municípios com mais de 150 mil habitantes, visando reduzir o tempo de início da terapia para 30 dias.
Flávio Bolsonaro propõe a revisão da tabela do SUS para remunerar parceiros privados pelo que chama de “custo real” e sugere a criação de uma Rede Nacional de Cuidado via parcerias público-privadas, além de utilizar inteligência artificial para otimizar agendamentos e prontuários.
O desafio da infraestrutura, contudo, permanece como um gargalo central. Dados do Censo Nacional de Unidades Básicas de Saúde de 2024 revelam que 34,8% dos postos conectados possuem internet inadequada, enquanto 47,8% não têm estrutura para webconferências. Especialistas alertam que a integração tecnológica depende de mudanças normativas e da necessidade de fixar equipes, indo além da simples adoção de novas ferramentas digitais.
No campo da vacinação, Lula prioriza a imunização nas escolas e a extensão de doses contra dengue e VSR. Já Flávio Bolsonaro, que admitiu em debate na Band que o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, não obteve os melhores resultados na área, limitou-se a prometer a manutenção da imunização e o incentivo à produção nacional, sem detalhar metas para recuperar as coberturas vacinais.
Fonte: Brasil 247

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