PF mira Flávio Bolsonaro, Cláudio Castro e Ramagem em inquérito sobre lavagem de dinheiro
Investigação da Polícia Federal apura movimentações financeiras suspeitas envolvendo o advogado Willer Tomaz e figuras centrais do bolsonarismo.

Um inquérito da Polícia Federal, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, colocou sob suspeita o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). A investigação apura possíveis crimes de lavagem de dinheiro e irregularidades em licitações.
O foco central da apuração são as movimentações financeiras do advogado Willer Tomaz, amigo próximo de Flávio Bolsonaro. Segundo a PF, o caso teve origem em investigações sobre o setor de apostas esportivas (bets). Documentos encontrados pela polícia indicam uma relação de proximidade entre o advogado e o ex-governador Cláudio Castro, além de apontar que Willer seria o dono de fato da empresa Pixs Cobrança, que venceu uma licitação da Loterj em 2022 sob condições questionadas pelos investigadores.
Em relação a Alexandre Ramagem, a Polícia Federal aponta o recebimento de R$ 270 mil, divididos em três parcelas de R$ 90 mil, via empresa Torre Comunicação Estratégica. Ramagem, que comandou a Abin durante a gestão de Jair Bolsonaro, foi condenado pelo STF a 16 anos e um mês de prisão por tentativa de golpe de Estado e encontra-se nos Estados Unidos desde setembro.
A defesa de Willer Tomaz classificou a divulgação das informações como seletiva e afirmou que todas as suas operações são lícitas. A assessoria de Cláudio Castro negou qualquer participação do ex-governador na licitação da Loterj e afirmou que sua relação com o advogado é estritamente pessoal. A empresa Torre Comunicação Estratégica declarou que os valores pagos a Ramagem referem-se a serviços de assessoria prestados ao ex-deputado.
Fonte: ICL Notícias

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