Política · Economia

A farsa de Flávio Bolsonaro: candidato mente sobre fundos de pensão para esconder rombos reais

Em entrevista, Flávio Bolsonaro afirmou falsamente que Previ e Funcef investiram no Banco Master; dados da Previc e investigações desmentem o candidato.

Foto: Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro - Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro/Foto: Reprodução/Redes Sociais e Divulgação/imagem gerada por IA · Original e licença

Em entrevista recente à TV Globo, o candidato Flávio Bolsonaro afirmou que a Previ (Banco do Brasil) e a Funcef (Caixa) teriam aplicado recursos no Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro. A declaração, no entanto, foi prontamente desmentida por dados oficiais. Segundo a Previc, órgão que regula o setor, nenhuma das 265 entidades fechadas de previdência complementar do país realizou investimentos na instituição.

A tentativa de associar os fundos federais ao banco de Vorcaro contrasta com as investigações da Polícia Federal e relatórios do Banco Central. Os documentos apontam que o Banco Master captou, na verdade, mais de R$ 2 bilhões de reservas de servidores de estados e municípios, em gestões alinhadas ao bolsonarismo. Um dos casos mais críticos é o do Banco de Brasília (BRB), que acumula um rombo estimado em R$ 12 bilhões após negócios com a instituição.

Em artigo publicado no portal O Cafezinho, o ex-presidente da Funcef, Guilherme Lacerda, e o ex-ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, classificaram a fala do candidato como uma "farsa" e uma "calúnia". Eles destacam que, enquanto os fundos federais mantêm governança rigorosa, o Banco Master buscou recursos em esferas estaduais e municipais. A Caixa Econômica Federal, inclusive, chegou a vetar um pedido de empréstimo de R$ 500 milhões solicitado pelo banco de Vorcaro.

Para Lacerda e Berzoini, a estratégia de desinformação busca confundir o eleitorado e desviar a atenção das relações perigosas entre o grupo político do candidato e o setor financeiro. O episódio reforça, segundo os autores, a necessidade de fortalecer a fiscalização sobre o sistema financeiro e a poupança pública, protegendo o patrimônio dos trabalhadores contra a gestão irresponsável.

Fonte: Revista Fórum

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