Brasil

Dinheiro sujo da Operação Faroeste! "Barão do agro" acusado de comprar sentenças doa R$ 1,1 milhão a Flávio Bolsonaro

O financiamento da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) neste segundo turno ganha contornos estarrecedores e escancara as conexões mais obscuras do bolsonarismo com o crime colarinho-branco. O empresário Nelson José Vigolo, proprietário do Grupo Bom Jesus Agropecuária e conhecido nacionalmente como um "barão do agro", injetou a bagatela de R$ 1,1 milhão nos cofres eleitorais do candidato do PL, tornando-se o segundo maior financiador privado individual do senador na reta final do pleito.

Vigolo é uma figura central e réu denunciado no âmbito da Operação Faroeste, rumoroso esquema de corrupção e grilagem de terras na Bahia que revelou a comercialização de decisões judiciais por milhões de reais. O empresário foi acusado pelo Ministério Público de pagar propinas milionárias para afastar magistrados e comprar sentenças favoráveis aos seus negócios, tendo inclusive firmado um acordo de colaboração premiada no qual se comprometeu a devolver R$ 20 milhões aos cofres públicos devido às práticas ilícitas. Além da venda de sentenças, seu grupo econômico carrega histórico de acusações por fraudes bilionárias em processos de recuperação judicial.

A irrigação milionária da campanha de Flávio Bolsonaro com recursos vindos de um delator da Operação Faroeste evidencia a promiscuidade entre o projeto de poder da extrema-direita e grupos econômicos habituados a passar por cima da lei e das instituições. A cinco dias da votação, a revelação de que a candidatura bolsonarista é impulsionada pelo dinheiro da grilagem e da corrupção judiciária alerta o eleitorado sobre os verdadeiros interesses por trás do projeto reacionário, reforçando a urgência de defender a ética, a justiça e a democracia nas urnas no dia 25 de outubro.

Fonte: oglobo.globo.com

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