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STF avalia se condição de réu pode barrar posse de Flávio Bolsonaro na Presidência, caso vença as eleições

Jurisprudência da Corte sobre linha sucessória entra no radar jurídico diante de investigações contra o senador Flávio Bolsonaro.

Foto: O ministro Alexandre de Moraes - Alexandre de Moraes (Sergio Lima / AFP) · Original e licença

Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026 pode enfrentar um obstáculo jurídico inédito. Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), cresce a discussão sobre a possibilidade de o senador ser impedido de tomar posse caso se torne réu em ações penais que tramitam na Corte.

O debate gira em torno da aplicação da ADPF 402, julgada em 2016. Na ocasião, o plenário do STF definiu que autoridades na linha sucessória da Presidência da República não podem exercer o comando do país caso se tornem rés. O precedente foi estabelecido durante um processo envolvendo o então presidente do Senado, Renan Calheiros (MDB), que foi mantido no cargo legislativo, mas impedido de assumir a chefia do Executivo.

Atualmente, Flávio Bolsonaro é alvo de um inquérito relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz. Segundo apurações divulgadas pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, a Polícia Federal investiga pagamentos feitos pelo advogado para remover reportagens sobre o senador, além de viagens custeadas por Tomaz e o uso de uma conta conjunta onde Flávio figurava como "usuário master".

Embora as investigações avancem, não há, até o momento, qualquer decisão judicial que impeça o senador de assumir o cargo. Para que a tese da ADPF 402 seja aplicada, seria necessário que o Ministério Público oferecesse denúncia, que esta fosse aceita pelo STF e que os ministros decidissem estender o entendimento de 2016 a um presidente eleito antes da posse. O caso, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, segue sem movimentações desde 2021.

Fonte: revistaforum.com.br

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