Cotado para o Ministério da Saúde por Flávio Bolsonaro ataca o SUS e culpa pacientes
O médico Claudio Lottenberg, nome ventilado para a pasta da Saúde, questionou o direito universal ao atendimento público e sugeriu que usuários do sistema sobrecarregam a sociedade.

Foto: - Divulgação · Original e licença
O médico oftalmologista Claudio Lottenberg, apontado como o nome principal para assumir o Ministério da Saúde em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), tornou-se alvo de críticas após a circulação de um vídeo onde questiona os fundamentos do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante uma palestra, o profissional colocou em xeque o preceito constitucional que estabelece a saúde como um direito de todos e um dever do Estado.
Em sua fala, Lottenberg argumentou que o modelo atual de saúde pública seria desajustado. O médico sugeriu que a garantia universal de atendimento onera os cofres públicos e afirmou que os cidadãos estariam penalizando a sociedade ao exigir cuidados estatais, atribuindo a necessidade de assistência a uma suposta falta de autocuidado por parte dos indivíduos.
Essa postura de Lottenberg está em sintonia com a agenda econômica da candidatura de Flávio Bolsonaro, que prioriza a desregulamentação e a transferência de serviços públicos para o setor privado. O médico já havia defendido, em ocasiões anteriores, que o SUS deveria ter seu alcance reduzido, incentivando a migração da população para convênios médicos particulares.
A declaração provocou reações imediatas de especialistas em saúde coletiva e movimentos sociais. Críticos apontam que a visão do futuro ministro ignora as profundas desigualdades socioeconômicas do Brasil e tenta transformar um direito fundamental em mercadoria, o que prejudicaria a parcela da população que depende exclusivamente do sistema público para procedimentos complexos e acesso a medicamentos.
Em resumo: - Claudio Lottenberg, cotado para o Ministério da Saúde, questionou o direito universal à saúde em evento público. - O médico afirmou que o uso do SUS penaliza a sociedade e culpou os pacientes pela falta de autocuidado. - A fala alinha-se ao projeto de privatização da saúde defendido por Flávio Bolsonaro. - Especialistas alertam que a visão de Lottenberg ameaça o atendimento gratuito e integral garantido pela Constituição.
Fonte: Revista Fórum

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