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Caso Rodrigo Crespo: PM é preso por execução de advogado que defendia aliado de Flávio Bolsonaro

Investigação aponta participação de policial militar no assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, ocorrido em 2024; vítima atuava em disputa imobiliária envolvendo o jogador Richarlison.

O assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, executado a tiros em fevereiro de 2024 em frente à sede da OAB-RJ, no centro do Rio de Janeiro, ganhou um novo capítulo com a prisão de um policial militar suspeito de envolvimento no crime. Renato Franco Lopes, conhecido como 'Pitbull' ou 'Fantasma', foi detido em agosto de 2026 após investigações da Polícia Civil e do Ministério Público fluminense utilizarem dados telemáticos para rastrear sua presença no local do homicídio.

Crespo, de 42 anos, foi morto por um atirador encapuzado que o chamou pelo nome antes de disparar dez vezes. Na época do crime, o advogado atuava na defesa de Willer Tomaz, empresário e amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em um litígio judicial contra o jogador Richarlison pela posse de uma mansão em Angra dos Reis. Conforme apuração do portal Metrópoles, Crespo assumiu o caso após a saída de Luis Felipe Salomão, filho do corregedor nacional de Justiça.

A disputa pela propriedade na Ilha Comprida voltou ao centro das atenções nesta semana. O atacante Richarlison divulgou documentos que, segundo ele, comprovam a aquisição legal do imóvel. O jogador questionou a celeridade da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) durante o governo de Jair Bolsonaro, apontando que a empresa de Willer Tomaz obteve uma autorização especial de transferência em julho de 2022, enquanto seu próprio processo de regularização teria enfrentado morosidade.

Além de atuar em conflitos imobiliários, Crespo trabalhava em processos de recuperação de investimentos em criptomoedas, tendo obtido êxito no bloqueio de contas ligadas a esquemas de pirâmide financeira. A prisão do PM Renato Franco Lopes, lotado no 15º Batalhão, foi possível graças ao rastreamento de seu celular, que indicou sua permanência na Avenida Marechal Câmara durante o período do crime.

Em resumo

  • O advogado Rodrigo Marinho Crespo foi executado em fevereiro de 2024, no Rio de Janeiro.
  • O PM Renato Franco Lopes foi preso em agosto de 2026, apontado como um dos envolvidos no homicídio.
  • A vítima defendia o empresário Willer Tomaz em uma disputa judicial contra o jogador Richarlison.
  • Richarlison acusa a gestão Bolsonaro de favorecer a empresa de Tomaz na regularização de uma mansão em Angra dos Reis.

Fonte: Revista Fórum

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