Janones alerta para possível derrubada do canal 'Exército do Lula' pelo TSE antes de debate
O deputado André Janones afirmou que o canal de WhatsApp 'Exército do Lula' pode ser retirado do ar por ordem judicial horas antes do debate presidencial na TV Globo.

Foto: Janones e Lula · Original e licença
A reta final da campanha presidencial ganhou um novo capítulo de tensão nesta sexta-feira (23). O deputado federal André Janones (Rede-MG) utilizou suas redes sociais para afirmar que o canal de WhatsApp 'Exército do Lula', que conta com mais de 8,6 milhões de seguidores, deve ser retirado do ar por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda hoje.
Segundo o parlamentar, a medida ocorreria próximo ao horário do debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), marcado para esta noite na TV Globo. Janones avaliou que a possível interrupção da ferramenta, essencial para a mobilização digital da campanha, poderia alterar o cenário da disputa a apenas dois dias do segundo turno, que ocorre neste domingo (25).
O histórico jurídico do canal é marcado por idas e vindas. Em 11 de outubro, o ministro Kassio Nunes Marques determinou a suspensão da ferramenta após uma ação da campanha de Flávio Bolsonaro, que alegou a disseminação de informações falsas. No mesmo dia, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a decisão. Posteriormente, Nunes Marques impôs novas restrições, exigindo o registro formal do canal na Justiça Eleitoral.
Em 16 de outubro, o TSE autorizou a coligação de Lula a se desvincular formalmente do canal, que é administrado por Janones. Diante do cenário, o deputado anunciou que pretende realizar uma live de 24 horas logo após o debate para manter a mobilização de seus apoiadores até a véspera da votação.
Em resumo
- André Janones afirma que o TSE deve derrubar o canal 'Exército do Lula' antes do debate presidencial desta noite.
- A ferramenta possui mais de 8,6 milhões de seguidores e é peça-chave na estratégia digital da campanha.
- O canal enfrenta uma disputa judicial desde o início de outubro, com decisões conflitantes entre ministros do TSE.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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