Política

Lula vira o jogo em Minas Gerais e garante vitória histórica nas urnas

Com uma virada decisiva em Minas Gerais e avanço em redutos bolsonaristas, Luiz Inácio Lula da Silva é eleito presidente com 51,79% dos votos válidos.

Foto: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (ao centro) em fala após tomar conhecimento dos primeiros resultados do segundo turno da eleição presidencial, em São Paulo - Miguel Schincariol/AFP · Original e licença

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de 80 anos, consolidou sua vitória nas eleições deste domingo (25) ao reverter o resultado do primeiro turno em Minas Gerais, um dos colégios eleitorais mais estratégicos do país. Com 51,79% dos votos válidos, o petista superou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que encerrou o pleito com 48,21%. A diferença final entre os candidatos foi de 4,4 milhões de votos.

A virada em Minas Gerais foi o ponto alto da campanha, quebrando um tabu histórico: desde 1998, nenhum candidato que liderou o primeiro turno no estado havia perdido a eleição presidencial. Além do triunfo mineiro, Lula ampliou sua vantagem no Nordeste e registrou avanços significativos em estados onde o adversário havia vencido anteriormente, como no Rio de Janeiro, onde a distância entre os dois caiu quase pela metade.

O resultado foi impulsionado por uma intensa mobilização da militância e por estratégias digitais coordenadas, incluindo a atuação do deputado federal André Janones (Rede-MG) e o apoio de parlamentares como Erika Hilton (PSOL-SP) e Guilherme Cortez (PSOL-SP). A campanha também colheu frutos com a redução da abstenção, que atingiu os menores níveis em duas décadas, atraindo 3 milhões de eleitores que não compareceram às urnas na primeira etapa.

Em resumo

  • Lula venceu em 13 estados e no exterior, totalizando 51,79% dos votos válidos.
  • A virada em Minas Gerais foi decisiva, com o petista alcançando 50,43% contra 49,57% de Flávio Bolsonaro.
  • O segundo turno registrou uma queda recorde nas taxas de abstenção e votos inválidos, com 30,4 milhões de abstenções totais.

Fonte: Folha de S.Paulo

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