Mercados reagem com turbulência após vitória de Lula nas urnas
A reeleição do presidente Lula provoca forte instabilidade financeira, com disparada do dólar e interrupção das negociações na Bolsa de Valores de São Paulo.

Foto: Um funcionário conta notas de dólar em uma casa de câmbio 20 de março de 2019 Crédito: Mohamed Abd El Ghany/Reuters · Original e licença
O sistema financeiro brasileiro iniciou a segunda-feira, 26 de outubro, sob forte instabilidade. O movimento ocorre logo após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, que garantiu a permanência no Palácio do Planalto ao conquistar 51,79% dos votos válidos, superando os 48,21% destinados ao senador Flávio Bolsonaro.
Logo nos primeiros minutos de pregão, a moeda norte-americana registrou uma valorização expressiva de 8,65%, sendo negociada a R$ 5,42. O cenário de incerteza também atingiu a B3, onde o índice futuro despencou 15%. A queda forçou a bolsa a acionar o mecanismo de interrupção temporária, conhecido como circuit breaker, após a instituição ter ampliado preventivamente a margem de tolerância para oscilações nesta data específica.
O impacto da decisão eleitoral foi sentido globalmente antes mesmo da abertura dos negócios no Brasil. Durante a madrugada, fundos de investimento focados em ativos nacionais sofreram quedas acentuadas no Japão e nos Estados Unidos. Empresas como XP e Itaú Unibanco viram seus papéis recuarem mais de 26% em Nova York, enquanto Santander e Telefónica também enfrentaram perdas significativas.
Analistas do Goldman Sachs, como Alberto Ramos e Panteleymon Semka, avaliaram que a volatilidade atual é um reflexo do ajuste de posições de investidores que esperavam um resultado diferente. Segundo a instituição, a normalização dos mercados dependerá das próximas definições sobre a equipe econômica, incluindo o nome para o Ministério da Fazenda e o plano fiscal para o novo mandato, em um contexto de Congresso com maioria conservadora.
Em resumo: - O dólar comercial subiu 8,65%, atingindo R$ 5,42 na abertura. - A B3 interrompeu as operações após queda de 15% no índice futuro. - Ações de empresas brasileiras no exterior registraram quedas superiores a 26%.
Fonte: Brasil 247

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