Aliados de Flávio Bolsonaro isolam PL e reconhecem vitória de Lula nas urnas
Partidos que apoiaram a candidatura de Flávio Bolsonaro descartam contestação judicial e aceitam o resultado das eleições presidenciais.

Foto: Flávio Bolsonaro (PL) e Marcos Pereira (Republicanos). Foto: Beto Barata/Agência Senado · Original e licença
O cenário político pós-eleitoral começou a se consolidar neste domingo (25) com o isolamento da estratégia do PL de tentar anular o pleito. Partidos que integraram a coligação de Flávio Bolsonaro, como Republicanos e MDB, reconheceram a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que obteve 51,79% dos votos válidos contra 48,21% do candidato do PL.
A tentativa de questionar o resultado surgiu após o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogar o horário de votação em duas horas devido a dificuldades de transporte registradas em diversas cidades, incluindo São Paulo. Apesar da investida do PL, lideranças do chamado centrão sinalizaram que não pretendem endossar qualquer medida judicial para invalidar a escolha das urnas.
O presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira, defendeu que o novo mandato exige respeito às diferenças e interlocução com o Legislativo. Na mesma linha, o MDB, presidido por Baleia Rossi, reforçou que o resultado é a expressão soberana da vontade popular, destacando que a reeleição de Lula ocorreu conforme a Constituição de 1988.
O PSDB, que manteve neutralidade no segundo turno, também reconheceu o triunfo petista. O presidente da sigla, Aécio Neves, anunciou que o partido fará uma oposição pautada pelo equilíbrio e pela responsabilidade. Já o senador eleito Arthur Lira (PP-AL) pontuou que o país fez sua escolha democrática e defendeu a necessidade de diálogo para o próximo período.
Em resumo
- Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos.
- Republicanos, MDB e PSDB reconheceram o resultado das urnas.
- Aliados de Flávio Bolsonaro rejeitam a tentativa do PL de anular a eleição.
- Arthur Lira defendeu o respeito à escolha democrática e o diálogo.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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