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Alcolumbre blinda Flávio Bolsonaro e garante salário de R$ 46 mil mesmo com senador nos EUA

Presidente do Senado mantém prerrogativas de Flávio Bolsonaro, permitindo votações remotas e o recebimento de vencimentos integrais enquanto o parlamentar está no exterior.

Foto: Flávio Bolsonaro conversa com Davi Alcolumbre no plenário do Senado - Flávio Bolsonaro e Davi Alcolumbre no plenário do Senado, em foto de arquivo (Edilson Rodrigues/Agência Senado) · Original e licença

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, optou por não criar barreiras para que Flávio Bolsonaro continue recebendo seus vencimentos mensais de R$ 46.366,19. Mesmo após o senador ter se deslocado para Miami sem comunicar formalmente a Mesa Diretora, Alcolumbre permitiu que ele participe das sessões de forma virtual. O parlamentar, que ainda mantém 21 assessores em seu gabinete, já utilizou o recurso para votar a favor da PEC da Segurança Pública na última terça-feira.

A postura de Alcolumbre é vista nos bastidores como uma manobra política para garantir a reeleição ao comando da Casa. Para assegurar o apoio da bancada do PL, que será a maior do Senado no próximo ano, o presidente da instituição evita confrontos com o partido. Aliados de Alcolumbre sustentam que a decisão é estritamente institucional, argumentando que, na ausência de uma ordem judicial específica ou processo de cassação, o senador tem o direito de exercer suas funções independentemente de sua localização geográfica.

A permanência de Flávio Bolsonaro no exterior, contudo, gerou questionamentos jurídicos. Representantes legais, identificados como Leonardo Marinho e Rodrigo da Silva Roma, acionaram a Justiça Federal do Rio de Janeiro no final de outubro. Na ação popular, os advogados argumentam que a ausência física do parlamentar impede o desempenho regular de suas atribuições e gera um ônus indevido aos cofres públicos, solicitando o corte imediato do salário e das verbas de gabinete.

Em resumo: - Davi Alcolumbre autorizou que Flávio Bolsonaro vote remotamente a partir dos Estados Unidos. - O senador segue recebendo salário integral e mantendo a estrutura de gabinete com 21 funcionários. - Uma ação popular na Justiça Federal busca suspender os pagamentos e verbas do parlamentar.

Fonte: Revista Fórum

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