Política · Economia

Governo Lula dá passo decisivo para descarbonizar a economia brasileira

O governo federal oficializou diretrizes para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, focando em uma transição energética justa e soberana.

Foto: Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Reunião Extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), no Ministério de Minas e Energia, Brasília – DF Crédito: Ricardo Stuckert · Original e licença

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou um novo marco para a política energética do país. Por meio de uma resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o Executivo estabeleceu as diretrizes para a criação do 'Mapa do Caminho Nacional', um plano estratégico que visa reduzir a dependência brasileira de combustíveis fósseis de forma planejada e equitativa.

A iniciativa, que atende a uma determinação direta de Lula, busca alinhar o desenvolvimento econômico e a soberania nacional aos compromissos climáticos globais. O objetivo é conciliar a descarbonização com a segurança no abastecimento e a redução das desigualdades sociais, garantindo que a transição seja um motor de industrialização e inovação tecnológica.

O Brasil chega a este momento com números expressivos. Segundo o Balanço Energético Nacional de 2026, as fontes renováveis já compunham 49,5% da matriz energética brasileira em 2025, superando amplamente a média mundial de 14,5%. No setor elétrico, o cenário é ainda mais favorável, com mais de 80% de participação de fontes limpas, lideradas pela força das hidrelétricas, eólicas e solares.

Para operacionalizar a estratégia, foi instituído um Grupo de Trabalho Interministerial, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia e composto também pela Casa Civil, Fazenda e Meio Ambiente. O grupo terá um prazo de 270 dias para elaborar o documento, que servirá de base para a proposta que o Brasil pretende apresentar na COP31, servindo como referência internacional para o afastamento dos combustíveis fósseis.

Em resumo

  • O CNPE aprovou 18 diretrizes para guiar a transição energética nacional.
  • Um grupo interministerial foi criado para elaborar o plano em até 270 dias.
  • O Brasil já possui 49,5% de fontes renováveis na matriz energética total.
  • O governo aprovou o Plano Nacional de Transição Energética (Plante) para os próximos quatro anos.

Fonte: Brasil 247

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaCelina Leão busca socorro de Lula para o BRB em meio a crise bilionária