Economia

Mercado de trabalho reage: desemprego de longa duração despenca no Brasil

Levantamento do FGV Ibre aponta queda expressiva no número de brasileiros que buscavam emprego há mais de dois anos, refletindo a retomada econômica.

Foto: Lula ao lado de trabalhadores Crédito: Ricardo Stuckert / PR · Original e licença

O mercado de trabalho brasileiro apresenta sinais claros de recuperação. Dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), divulgados pelo jornal Valor Econômico, revelam que o contingente de pessoas que buscavam uma vaga há dois anos ou mais caiu de 3,8 milhões, em 2021, para cerca de 1 milhão no segundo trimestre de 2026.

O estudo, conduzido pelo pesquisador Paulo Peruchetti, destaca que a fatia de desempregados de longa duração no total de pessoas sem ocupação recuou de quase 30% para aproximadamente 18%. Para o especialista, o resultado é positivo, pois períodos prolongados de inatividade tendem a depreciar o capital humano do trabalhador.

A melhora é atribuída ao maior dinamismo da economia brasileira no pós-pandemia, somada à expansão do trabalho por conta própria e ao crescimento das ocupações via plataformas digitais. Embora essas modalidades tenham facilitado a reinserção produtiva, o cenário abre espaço para debates necessários sobre a qualidade das vagas e a proteção social desses profissionais.

A redução de 2,8 milhões de pessoas nessa condição crítica é vista como um avanço social relevante. O desafio atual, segundo a análise, reside em consolidar essa trajetória, focando não apenas na criação de novas oportunidades, mas na garantia de estabilidade e melhores rendimentos para a classe trabalhadora.

Fonte: Brasil 247

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