Política · Economia

Bolsonaro articula nome de confiança para a Fazenda em eventual governo de Flávio

Ex-presidente aposta em Adolfo Sachsida para comandar a economia, mas enfrenta pressões de setores do mercado financeiro e aliados políticos.

Foto: Adolfo Sachsida Crédito: Roque de Sá/Agência Senado · Original e licença

O ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado, já tem um nome preferido para ocupar o Ministério da Fazenda em um eventual governo de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL): o economista Adolfo Sachsida. A informação, divulgada pela Folha de S.Paulo, aponta que a escolha é vista como uma forma de garantir um perfil técnico alinhado à família, sem vínculos diretos com o mercado financeiro tradicional.

Sachsida, que comandou o Ministério de Minas e Energia durante a gestão anterior e atua atualmente como um dos advogados de Jair Bolsonaro, coordena a equipe econômica da campanha de Flávio. O economista defende uma política de consolidação fiscal baseada estritamente no corte de gastos, rejeitando o aumento de impostos. Em eventos recentes, ele afirmou que o ajuste fiscal seria resolvido em um ano e meio através de medidas de austeridade.

Apesar da preferência do ex-presidente, a indicação não está consolidada. A campanha enfrenta pressões de diferentes grupos que buscam influenciar a escolha do futuro ministro. Entre os nomes que circulam nos bastidores e possuem maior trânsito no mercado financeiro estão Marcelo Kayath, Roberto Campos Neto, Mansueto Almeida e Alexandre Bettamio.

A definição final dependerá das negociações políticas de Flávio Bolsonaro, que tem se reunido com o pai para discutir os rumos da candidatura. Enquanto Sachsida mantém o controle dos grupos técnicos que elaboram o plano de governo, a disputa pelo comando da economia reflete a complexa teia de interesses que cerca a campanha, envolvendo desde a ala ideológica bolsonarista até representantes do setor privado.

Fonte: Brasil 247

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