Política · Justiça

Meta admite falhas técnicas que limitaram alcance da campanha de Lula

A Meta reconheceu ao TSE a existência de falhas técnicas que afetaram o alcance de publicações da campanha de Lula, mas negou qualquer viés político.

Foto: - Mark Zuckerberg, CEO da Meta, com Donald Trump (Kevin Dietsch / Getty Images via AFP) · Original e licença

A Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, admitiu formalmente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a ocorrência de falhas técnicas que impactaram o alcance de anúncios e publicações da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O reconhecimento ocorreu após a coligação petista acionar a Corte e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) sob suspeita de interferência no processo eleitoral em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

Em documento enviado ao TSE na última segunda-feira (12), a companhia negou categoricamente qualquer viés ideológico ou tentativa de favorecer adversários. Segundo a empresa, "os sistemas de distribuição de conteúdo da Meta não operam segundo critérios ideológicos" e as falhas relatadas não teriam sido direcionadas a contas específicas. A Meta defendeu que seus algoritmos são neutros e auditáveis pela Justiça Eleitoral.

A equipe de comunicação do PT, contudo, contesta a versão da plataforma. Os petistas apontam que, mesmo com 17,2% menos seguidores, a página de Flávio Bolsonaro registrava, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula. A campanha argumenta que a empresa não apresentou evidências concretas de que o suposto "problema técnico" tenha afetado outros candidatos ou mercados de forma equivalente.

O caso ganha contornos de preocupação institucional devido ao histórico da Meta em processos eleitorais e ao alinhamento político recente de seu CEO, Mark Zuckerberg, com o ex-presidente americano Donald Trump. A investigação segue sob análise dos órgãos reguladores, que buscam esclarecer se as assimetrias de alcance foram apenas falhas operacionais ou se houve, de fato, uma manipulação deliberada no ambiente digital brasileiro.

Fonte: Revista Fórum

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