Brasil alcança marca histórica: desmatamento na Amazônia atinge menor nível em 40 anos
Dados do Inpe confirmam queda expressiva no desmate da Amazônia e do Cerrado, aliada ao fortalecimento da fiscalização e crescimento do PIB do agronegócio.

Foto: Área desmatada em Autazes, no Amazonas. Foto: Reprodução · Original e licença
O Brasil registrou um marco histórico na preservação de seus biomas. Dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o desmatamento na Amazônia Legal caiu 42% no último ciclo anual, totalizando 3.335 km². O índice é o menor registrado em quase quatro décadas de monitoramento pelo sistema Prodes.
O Cerrado seguiu a mesma tendência positiva, com uma redução de 24% na perda de vegetação nativa, somando 5.516 km². Este resultado marca a terceira queda consecutiva no bioma, atingindo o patamar mais baixo desde o início da série histórica, em 2013. No acumulado entre 2022 e 2026, a redução do desmatamento chegou a 71% na Amazônia e 48% no Cerrado.
A estratégia de proteção ambiental do governo federal, que incluiu a recomposição de equipes de fiscalização e a restrição de crédito rural para desmatadores, resultou em números expressivos: nos últimos quatro anos, foram realizadas 76 mil ações de fiscalização, com a emissão de mais de 15 mil autos de infração e a aplicação de R$ 11,8 bilhões em multas ambientais pelo Ibama. Além disso, mais de 18 mil km² foram embargados por crimes contra a flora.
A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, classificou o resultado como um patrimônio do povo brasileiro, destacando a importância da preservação para mitigar os efeitos da crise climática. Já o atual ministro, João Paulo Capobianco, ressaltou que a preservação caminha ao lado da produção, observando que o agronegócio regularizado responde por apenas 1,8% da destruição de vegetação. A estimativa para o PIB do setor em 2026 é de R$ 3,13 trilhões, um crescimento de quase 18% em relação a 2022.
Para reforçar o combate ao desmate, o BNDES aprovou R$ 147,6 milhões do Fundo Amazônia para que o Inpe utilize inteligência artificial no monitoramento. O projeto visa integrar sistemas de alerta e expandir a vigilância para a Caatinga, Mata Atlântica e Pampa. Segundo o Observatório do Clima, a redução do desmatamento nos últimos quatro anos evitou a emissão de ao menos 2,238 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.