TSE define novas regras para canais de apoio em redes sociais após impasse sobre 'Exército do Lula'
Corte eleitoral estabelece critérios objetivos para diferenciar iniciativas de apoiadores de estruturas oficiais de campanha, encerrando zona cinzenta jurídica.

Foto: Exercito do Lula é censurado. - Foto Reprodução/ Redes Sociais Andre Janones · Original e licença
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, por unanimidade, nesta sexta-feira (16), novos critérios para definir quando canais em aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, devem ser considerados extensões oficiais de uma campanha eleitoral. A medida busca encerrar a insegurança jurídica que marcou a reta final do segundo turno, especialmente após o embate judicial envolvendo o canal 'Exército do Lula', administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG).
A partir de agora, o apoio espontâneo de eleitores a um candidato não será suficiente para caracterizar um grupo como braço oficial de uma candidatura. Para que haja esse vínculo, a Corte exigirá a identificação de elementos objetivos que comprovem uma ligação direta entre o canal e a estrutura da campanha. A decisão visa separar claramente o que é propaganda oficial do que constitui iniciativa independente de apoiadores.
A resolução foi motivada por uma série de decisões conflitantes no tribunal. O canal 'Exército do Lula', que conta com mais de 4 milhões de inscritos, foi alvo de pedidos de suspensão pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL). O presidente do TSE, Nunes Marques, chegou a determinar a retirada do ar, enquanto o corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva chegou a restabelecer o grupo. Em uma das etapas, a campanha de Lula registrou o endereço eletrônico do canal para cumprir uma determinação judicial, ressalvando, contudo, que a medida não implicava na assunção da administração do grupo.
Fonte: Revista Fórum

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