Política

Aposta no bolsonarismo: Ricardo Nunes se cacifa para sucessão de Tarcísio em 2030

Prefeito de São Paulo intensifica aliança com Flávio Bolsonaro e ganha protagonismo, mas enfrenta disputa interna com Felício Ramuth pelo espólio de Tarcísio de Freitas.

Foto: Tarcísio de Freitas (à esq.) e Ricardo Nunes Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil · Original e licença

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), consolidou sua posição como um dos principais nomes para a sucessão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2030. O fortalecimento do emedebista ocorre após sua atuação direta na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), onde mobilizou apoios, articulou agendas e cedeu integrantes de sua equipe para a estrutura do senador.

Segundo informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, aliados de ambos os políticos indicam que o presidenciável teria sinalizado disposição em apoiar Nunes na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes. O prefeito, contudo, nega qualquer tratativa sobre o tema: “Nunca tive essa conversa sobre sucessão ou eleição ao governo com o Flávio”, afirmou ao periódico.

A dedicação de Nunes à campanha foi celebrada por figuras próximas ao bolsonarismo. O ex-secretário de Comunicação, Fabio Wajngarten, chegou a classificar o prefeito como o “camisa 9” da disputa, destacando seu papel de protagonismo. O próprio Flávio Bolsonaro elogiou a lealdade do emedebista, afirmando que ele “calou a boca de todo mundo com trabalho” após as resistências enfrentadas pelo grupo durante a eleição municipal de 2024.

Apesar do prestígio, o caminho de Nunes para 2030 não está livre de obstáculos. O vice-governador Felício Ramuth (MDB) também é visto como um forte postulante ao cargo, especialmente se Tarcísio renunciar ao mandato para disputar a Presidência, permitindo que Ramuth assuma o governo. Além disso, parte dos aliados de Nunes teme que a associação intensa ao bolsonarismo possa gerar desgaste eleitoral na capital.

Antes de mirar o governo estadual, o prefeito enfrenta o desafio de definir seu sucessor na Prefeitura de São Paulo em 2028. Nunes já descartou publicamente o apoio ao ex-ministro Ricardo Salles (Novo) e sinalizou que pretende lançar um nome de sua própria equipe administrativa, citando como possibilidades o deputado federal eleito Sidney Cruz (MDB) e o secretário Fabricio Cobra.

Fonte: Brasil 247

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