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Defesa de filme sobre Bolsonaro adia perícia financeira para depois das eleições

Produtora do longa 'Dark Horse' posterga entrega de documentos sobre financiamento milionário, enquanto Polícia Federal investiga repasses ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Foto: Flavio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e Eduardo Bolsonaro; Filme de Bolsonaro tem perícia sobre dinheiro de Vorcaro adiada para depois da eleição. - Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e Eduardo Bolsonaro (Imagem gerada por Inteligência Artificial) · Original e licença

A defesa da produtora GoUp, responsável pelo filme sobre Jair Bolsonaro, anunciou que a apresentação de uma nova perícia sobre o financiamento da obra foi adiada para depois das eleições. A decisão, revelada neste sábado (17) pelo jornalista Demétrio Vecchioli, do portal Metrópoles, ocorre em meio a investigações da Polícia Federal sobre repasses milionários ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O advogado Ricardo Sayeg, que representa a produtora, justificou o atraso alegando que o objetivo é evitar a "politização" do caso durante o período eleitoral. A promessa de um novo laudo, contudo, já estava pendente desde o início de setembro, quando o perito contratado pela defesa, Anísio Castelo Branco, havia sinalizado a entrega de documentos que até agora não foram disponibilizados.

O adiamento contrasta com a declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL), que, em sabatina na TV Globo na última sexta-feira (16), afirmou que as contas do longa-metragem já haviam sido prestadas. O parlamentar sustentou que o investimento foi uma operação privada e negou irregularidades, embora a origem final dos recursos continue sob escrutínio das autoridades.

Novos elementos complicam o cenário para a produção. O liquidante do Banco Master informou à Câmara dos Deputados, após questionamento do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que não foram encontrados registros contábeis ou contratuais de financiamento ao filme nas instituições em liquidação. Paralelamente, em delação premiada, o empresário Antônio Carlos Freixo Júnior afirmou à PF que autorizou transferências de US$ 12,3 milhões acreditando tratar-se de investimentos imobiliários, desconhecendo a relação com o filme.

Diante das lacunas, a Polícia Federal solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma prorrogação de 90 dias para rastrear o caminho dos recursos enviados ao fundo Havengate, nos Estados Unidos. A investigação busca esclarecer a destinação de valores que, segundo estimativas, somariam cerca de R$ 134 milhões em aportes previstos.

Fonte: Revista Fórum

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