Política

Com Haddad, fila para exames ginecológicos diminui 60% em São Paulo

Para 2014, prefeitura espera mais recursos para diminuir ainda mais a demora no atendimento

A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo conseguiu reduzir o tempo de espera para os três exames mais demorados da rede (mamografia e ultrassom de mamas e transvaginal), mas não zerou a fila, conforme compromisso assumido em março. A fila para a realização de exames, em geral, caiu de cerca de 300 mil pessoas para 200 mil em 2013 – entre elas, 15% aguardam desde 2012.

O secretário de Saúde, José de Filippi Júnior, diz que se comprometeu em “reduzir a fila” e que este objetivo foi alcançado, uma vez que o tempo médio de espera passou de sete meses para três.

“Sobre os três exames femininos, nós fizemos uma ação concentrada que atingiu o objetivo. Hoje eles não são mais os campeões da fila. Reduzimos a espera, junto com a de endoscopias, por meio de um conjunto de ações ao longo do ano, que nos permitiu ter mais previsibilidade”, afirmou Filippi, durante a entrega das chaves do Hospital Santa Marina, na zona sul de São Paulo, na manhã de segunda-feira (16).

“Nosso compromisso foi enfrentar a redução da fila com muita determinação, mas nunca falamos que nós íamos zerar”, completou.

Quando o compromisso foi assumido, a expectativa era atender em até três meses as 90 mil mulheres que aguardavam pelos exames, sendo 70 mil que esperavam pela ultrassonografia transvaginal, o campeão em fila de espera. Na ocasião, foi firmada uma parceria com o Ministério da Saúde, no qual o governo federal se comprometeu a repassar R$ 120 milhões para a prefeitura implementar a Rede Hora Certa, uma das principais promessas de campanha do prefeito Fernando Haddad (PT).

O programa prevê a construção, nas 31 subprefeituras, de unidades de saúde para a realização de exames de média e alta complexidade e de cirurgias não urgentes. Até agora três unidades móveis do Hora Certa foram inauguradas: São Mateus, Pirituba e Capela do Socorro. Outro posto, no Vale do Anhangabaú, não foi inaugurado oficialmente, mas já realiza atendimentos.

Das seis unidades fixas previstas para esse ano (Brasilândia, MBoi Mirim, Itaim Paulista, M Boi Mirim I, Hora Certa Penha, Lapa) apenas a da Freguesia do Ó/Brasilândia já este em operação, desde a última semana.

“Nós basicamente trabalhamos com o orçamento de 2012, então procuramos fazer um trabalho mais de gestão, com poucas contratações de serviços novos. Foi aquilo que o orçamento permitiu”, explicou o secretário. “Estou muito otimista que em 2014, com mais recursos, nós vamos continuar melhorando a gestão e vamos também aumentar a oferta e baixar ainda mais o período de espera.”

Para consultas com especialistas, profissionais não médicos e a primeira consulta para realização de cirurgia, a fila de espera soma 700 mil pessoas, contra 800 mil no começo da gestão. “A fila é importante e nós vamos ter esse número sempre como uma referência. Agora, o que nós temos que colocar como uma variável é o tempo que a pessoa aguarda. Vamos nos focar para reduza”, disse Filippi.

Fonte: Rede Brasil Atual

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