Política

Dilma: “O Brasil nunca esteve tão preparado”

Um dia depois de ter recebido críticas severas do adversário tucano Aécio Neves, especialmente na área da economia, presidente ressalta, confiante: Não há nada hoje que o Brasil não possa assegurar; em entrevista a rádios de Pernambuco, onde anunciou ontem R$ 1,9 bilhão para a mobilidade urbana, visitou as obras da Refinaria Abreu e Lima e inaugurou a plataforma P-62, em Ipojuca, Dilma Rousseff criticou ainda o oportunismo da oposição, uma vez que as 12 propostas anunciadas por Aécio nesta terça-feira incluem o programa Mais Médicos e o Bolsa Família; “Agora que o programa está dando certo é óbvio que vão apoiar”, disse Dilma; segundo o presidenciável do PSDB, o governo petista colocou em risco conquistas de dez anos atrás e hoje o País está no final da fila

Um dia depois de ter recebido duras críticas do adversário tucano Aécio Neves, a presidente Dilma Rousseff fez um discurso otimista e, como ela própria classificou, com determinação sobre a economia. O Brasil nunca esteve tão preparado, disse, em entrevista a rádios de Pernambuco, onde anunciou nesta terça-feira R$ 1,9 bilhão de investimentos em mobilidade urbana, visitou as obras da Refinaria Abreu e Lima e inaugurou a plataforma P-62, no município de Ipojuca.

O Brasil nunca esteve tão preparado. Espirrou nos Estados Unidos, era uma pneumonia no Brasil, o pessoal dizia. Não estamos mais assim. Queremos que a tormenta seja rápida e não tenha efeitos graves sobre nós. Vamos tranquilamente – falo com aquela determinação que a tranquilidade dá – enfrentar esse momento de dificuldade. Não há nada hoje que o Brasil não possa assegurar, afirmou Dilma. Segundo o senador Aécio Neves, que apresentou ontem 12 pontos-chave que servem como base de uma nova agenda para o País, o governo petista colocou em risco conquistas de dez anos atrás e hoje o País está no final da fila.

A presidente também criticou, durante a entrevista, o oportunismo da oposição quanto ao programa Mais Médicos. A alfinetada veio por conta da inclusão da continuidade da ação implantada pelo governo federal no programa do PSDB, que também inclui o Bolsa Família. No início dele [referindo-se ao programa Mais Médicos], na hora que era difícil, não estavam nos apoiando, disse a presidente para emendar logo em seguida que na hora em que está dando certo é que vêm apoiar.

Dilma procurou evitar, no entanto, críticas diretas a Aécio. Não estou falando do senador [Aécio Neves], estou falando do partido do senador. Fizeram críticas bastante ácidas, disse a presidente. Durante a entrevista, que durou cerca de 25 minutos, ela disse não ter muita certeza de que a bancada de oposição teria votado favoravelmente ao Mais Médicos. Se votaram, agradeço porque votaram. Porque é uma prova de que a oposição não pode ser do quanto pior, melhor, disparou. A gente teria ficado muito agradecido se tivessem nos apoiado naquela hora. Agora que o programa está dando certo é óbvio que vão apoiar, afirmou.

Sobre o Bolsa Família, um outro ponto destacado como alvo de continuidade no documento de 12 pontos de governo divulgado pelo PSDB, Dilma também foi ácida. É sempre bom ver que eles (a oposição) reconhecem alguma coisa. Durante algum tempo o Bolsa Família foi chamado de Bolsa Esmola. E hoje não chamam de Bolsa Esmola porque sabem o reconhecimento internacional que esse programa tem, declarou.

A presidente observou, ainda, que o governo federal mantém programas de ensino técnico e profissionalizante, como o Pronatec, que permitem que os beneficiários do Bolsa Família possam deixar o programa na medida em que forem inseridas no mercado de trabalho. Somente neste ano, cerca de 850 mil pessoas deverão ser formadas pelo Pronatec.

Fonte: Brasil 247

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