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Não tem uísque de graça. Coitada da Miriam

O Conversa Afiada reproduz texto do sempre brilhante do Fernando Brito, do Tijolaço: Não tem uísque grátis

O Conversa Afiada reproduz texto do sempre brilhante do Fernando Brito, do Tijolaço:

Sempre se brinca com a frase “não existe almoço grátis”, atribuída – parece que indevidamente – ao economista conservador Milton Friedman.

Bom, também – e muito menos – existe uísque grátis.

Quem se surpreendeu com o comercial do uísque Johnnie Walker sobre o Brasil – muito bem feito, aliás e eu o reproduzo aí em cima – talvez não saiba o que está por trás dele.

É QUE O BRASIL SE TORNOU O MAIOR CONSUMIDOR DESTA MARCA, depois dos Estados Unidos. E deve ultrapassar o volume de vendas nos EUA nos próximos anos, segundo o fabricante.

As vendas mundiais cresceram 11%, mas no mercado brasileiro quase triplicaram este número, aumentando 30%entre junho do ano passado e junho deste ano. O aumento do mercado brasileiro de uísques, considerando todas as marcas, foi de 22%.

O mercado é tão promissor que a empresa montou uma diretoria para cuidar do produto aqui e a peça publicitária foi desenvolvida em cima desta perspectiva de mercado.

Claro que os publicitários captaram o sentimento de progresso e afirmação do país para vender o seu “peixe” destilado.

É bom notar que isso não está acontecendo por qualquer favor tributário. UM LEVANTAMENTO DO ESTADÃO, em agosto, mostra que um uísque desta marca custa 80% mais caro em São Paulo que em Nova York.

Cada vez que o pessoal do “Cansei” brinda mais um recorde do impostômetro, paga 61% da dose ao Fisco. Devia ser mais.

Fonte: Conversa Afiada

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