Economia

Na edição da mentira, Veja nega guerra psicológica

Folha, Estado, Globo, colunistas políticos... todos demonstraram irritação contra a expressão guerra psicológica, usada pela presidente Dilma Rousseff contra setores da sociedade que instilam pessimismo injustificado na economia; só faltava Veja, a mesma que revista que apostou na inflação do tomate e no dólar a R$ 3; agora, não falta mais: revista nega jogar ou torcer contra País, na mesma edição em que afirma que alguém mentirá para você ainda hoje; verdade ou mentira?

O time está completo. Editorialistas da Folha de S. Paulo, do Globo, do Estado de S. Paulo e colunistas como Merval Pereira e Eliane Cantanhêde – ou seja, todos aqueles que fazem permanente guerra psicológica contra o governo – já haviam condenado o uso dessa mesma expressão pela presidente Dilma Rousseff no seu pronunciamento do último fim de semana.

Só faltava a revista Veja, a mesma publicação que apostou em teses como a inflação do tomate e o dólar a R$ 3, em algumas capas recentes.

Bem, não falta mais. Neste fim de semana, a edição de Veja, cuja capa é dedicada ao tema da mentira, nega que a revista faça qualquer tipo de guerra psicológica contra o País ou contra o governo.

Na reportagem interna, chamada É um papo muito cabeça, Veja afirma que Dilma usou uma expressão típica da ditadura militar, que a prendeu e torturou, e que isso seria um exemplo de síndrome de Estocolmo, como se Dilma estivesse emulando os generais. A revista também sugere que ela pare com esse tipo de retórica, porque corre o risco de, em breve, estar repetindo slogans como Brasil: ame-o ou deixe-o.

Assim como os demais veículos que negaram fazer guerra psicológica, Veja se colocou na posição de quem faz críticas construtivas. E reconheceu até avanços do governo Dilma. A presidente Dilma entra na campanha como favorita. Na área social, os programas governamentais de combate à pobreza têm mostrado resultados. Mesmo na economia, há alguns trunfos. O ritmo de contratações perdeu força, mas as empresas continuam abrindo vagas. A taxa de desemprego, de apenas 4,6% da população ativa, nunca foi tão baixa, diz Veja.

De fato, o desemprego na mínima da série histórica é um bom trunfo da presidente Dilma neste ano de 2014.

Fonte: Brasil 247

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