Política

CBN “requenta e torce” notícia e diz que VLT de Cuiabá só rodará depois da Copa

Em outubro do ano passado, diante dos atrasos na obra – segundo ele provocados por chuvas – o Governador do Mato Grosso, Silval Barbosa anunciou que o trecho do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) incluído no programa de mobilidade urbana para a Copa seria colocado a rodar em duas etapas.

A primeira, ligando o Aeroporto de Várzea Grande – município vizinho – à área do estádio e ao Centro estaria operando, claro, para a Copa, com 15 km. A segunda, que vai do Centro ao bairro de Coxipó, com cerca de 7 quilômetros, funcionaria até o final do ano.

Isso, aliás, era uma possibilidade aventada desde a assinatura da ordem de serviço para o início das obras, em razão dos atrasos provocados por exigências do TCU e por recursos apresentados por empreiteiras derrotadas na licitação.

Óbvio que é um atraso indesejável e o governo federal, que é quem paga a obra, deve triplicar a atenção sobre seu andamento. Mas também é um fato que nada se alterou neste novo cronograma, anunciado no dia 23 de outubro.

Fui conferir na imprensa local e achei a reafirmação deste plano.
Porque é que eu sei disso? Porque fui apurar tudo o que já se publicou sobre este atraso.

E o fiz porque fiquei horas engarrafado na Ponte Rio-Niterói ouvindo, a cada dez minutos, que não haveria VLT em Cuiabá e, depois, uma “correção”, dizendo que, depois da repercussão negativa da notícia, o Governo “havia prometido” entregar uma parte do VLT, mas não sabia dizer nem qual, nem quando.

Vou reproduzir o trecho do jornal da emissora sobre o VLT para ver se você encontra alguma menção ao funcionamento do trecho que servirá à Copa:

“A maior obra de Cuiabá para a Copa do Mundo deve ficar pronta somente em dezembro. O governo do Mato Grosso admitiu hoje que a instalação do metrô de superfície leve sobre trilhos – o VLT – terminará pelo menos seis meses depois da última partida do torneio. O prazo contratual era em março desse ano, mas os 22 quilômetros de trilhos nem sequer começaram a ser instalados. O projeto tem custo estimado em R$ 1,5 bilhão”

E tome de comentários, indignações, ataques ao governo brasileiro.

Criticar o atraso da obra não é um direito, é um dever para a imprensa.

Agora, “requentar” uma notícia de três meses e omitir parte dela para exibir um cenário de caos não é ser jornalista, é ser manipulador.

Fonte: Tijolaço

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