Política

Sarney x Alckmin: Maranhão x São Paulo - Qual é a diferença política, Folha?

A julgar pelos critérios de análise do jornal Folha de S. Paulo, Campinas, a segunda maior cidade do Estado, merece sofrer intervenção política o quanto antes. Ou melhor, o governo de São Paulo é que precisa ser enquadrado e perder seus poderes para uma força-tarefa saída de Brasília para resolver tudo a toque de caixa.

No final de semana, uma onda de assassinatos varreu a cidade, com treze mortos na madrugada do domingo 12 para a segunda-feira 13. Um grupo de cerca de 20 homens invadiu um terminal rodoviário e ateou fogo em três ônibus. Os crimes aconteceram após a divulgação da morte de um policial militar.

Na capital paulista, no final de semana outros quatro ônibus foram incendiados.

Em editorial, a Folha defendeu, por motivos semelhantes, agravado pela crise no sistema carcerário, uma intervenção federal no Maranhão governado por Roseana Sarney. Mas está claro desde já que não defenderá a mesma solução de força contra a gestão de Geraldo Alckmin, em São Paulo.

O que é descontrole lá é normal aqui, este parece ser o recado dado pelo jornal. Apenas as preferências políticas do jornal explicam a grita num caso e o silêncio no outro.

Na verdade, o episódio de Campinas ilustra tristemente o quanto é temerário promover atos institucionais bruscos sobre instituições como governos de Estado e prefeituras municipais. Pelo critério de crise na segurança, dezenas de cidades brasileiras e outros Estados além do Maranhão, infelizmente, passariam à tutela federal, que, de resto, assumiria novas responsabilidades acima de todas as que já tem.

Seria isso a resolver o problema que parece se agravar em todo o País?

Fonte: Brasil 247

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