Brasil

Diretor da Siemens: consultor não fazia consultoria. E alguém ainda acha que fazia?

Da Agência Estado:

“O engenheiro eletricista Peter Andreas Gölitz, funcionário da Siemens e um dos seis executivos que denunciaram o cartel no sistema metroferroviário de São Paulo, pôs em xeque a consultoria que a multinacional teria contratado de Arthur Teixeira, apontado pelos investigadores como lobista das empresas do cartel e intermediário do suposto pagamento de propina a agentes públicos brasileiros. (…) ‘“O depoente não tomou conhecimento de nenhum relatório de serviço de consultoria prestado pelas referidas empresas de Teixeira. Também causou estranheza ao depoente o fato de que a consultoria deve envolver assuntos técnicos e o depoente, na condição de técnico, não se recorda de ter tido conhecimento de relatórios técnicos de consultoria destas empresas” “

Perdão, mas eu gostaria de perguntar se, a esta altura, alguém ainda leva a sério esta história de consultoria.
Teixeira é aquele que pagou US$ 250 mil ao ex-diretor da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, João Roberto Zaniboni e que era apenas bom amigo de políticos tucanos.
]
Seu advogado, Eduardo Camelós, dissse que não há relatórios porque ”a atividade de consultoria não se expressa necessariamente por meio de relatórios escritos.”
Como assim, Dr. Camelós?

US$ 250 mil por palpites informais? Palpite, recordo ao senhor, se fosse bom não era dado, mas vendido.
Tudo é tão escandaloso que é preciso reconhecer o esforço da imprensa brasileira para não tratar como escândalo.

Fonte: tijolaço

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